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Quarta-feira, 14 de Maio de 2014

Autismo

Autismo


Ao longo das décadas de 70 e 80, o autismo passa a ser visto, predominantemente, como um distúrbio cognitivo. Nessa época, ele deixa de ser considerado como uma condição envolvendo basicamente retraimento social e emocional, e passa a ser concebido como um transtorno do desenvolvimento, envolvendo déficits cognitivos severos com origem em alguma forma de disfunção cerebral.

 

O autismo não é considerado, hoje, um estado mental fixo, irreversível e imutável, mas o resultado de um processo que pode, pelo menos em parte, ser modificado por meio de intervenções terapêuticas. Ele não pode ser causado por fatores emocionais e/ou psicológicas. As evidências apontam para a multicausalidade. Descobertas recentes apontam a possibilidade de o autismo ser causado por uma interação gene-ambiente.

 

 

 As crianças autistas têm um repertório muito limitado de comportamento, ou seja, fazem realmente poucas coisas. Isso, sem dúvida, é um dos motivos que leva às dificuldades de aprendizagem. Algumas delas são:


Dificuldade de atenção: algumas crianças são incapazes de se concentrar, mesmo por poucos segundos. Para superar esta dificuldade, é necessário planear situações de ensino estruturadas, dividindo em pequenos passos e metas o que elas devem aprender. Também possuem dificuldades em reconhecer a relação espacio-temporal entre acontecimentos que se inscrevem dentro da mesma modalidade sensorial.

•Dificuldades de raciocínio: muitas vezes elas aprendem mecanicamente, sem compreender a essência ou significado do que queremos que aprendam. O planeamento de tarefas pode evitar essa mecanização, acentuando o que realmente é significativo para elas.

•Dificuldade de aceitação dos erros: frequentemente deixam de responder às chamadas de atenção e ordens, baixando o nível de atenção. Dessa forma, a aprendizagem não se produz. Para que isso não ocorra é preciso habituá-los a adaptarem-se a situações cada vez menos gratificantes.

 As manifestações da doença são notadas quase sempre antes dos 3 anos, geralmente entre os 6 e os 20 meses de idade.
Tipicamente não existe um período de desenvolvimento normal, embora em cerca de 20% dos casos os pais tenham descrito um desenvolvimento relativamente normal durante um ou dois anos.

 

 características destas crianças:

 
Partindo do que se denomina a tríade de perturbações do autismo, com manifestações nos já citados três domínios, podemos agrupar as características:

 

Domínio social

  • Parecem viver no seu próprio mundo, desligadas, alheadas, desinteressadas e insensíveis aos outros.
  • Grande dificuldade em interagir com outras crianças: partilhar, cooperar ou jogar à vez são para eles tarefas muito difíceis.
  • Seres humanos, animais e objectos poderão ser tratados da mesma forma.
  • Relativa incapacidade de partilha de alegrias ou procura de ajuda/conforto em situações de stress.

 Domínio da comunicação

  • Evitam o contacto ocular e podem resistir ou mostrar desagrado ao serem pegados ou tocados.
  • Têm perturbações da linguagem (tanto da compreensão como da expressão), por vezes mesmo uma ausência de linguagem que faz pensar em surdez. Se existe linguagem, o vocabulário é pobre. É frequente não usarem o eu e repetirem de modo estranho, como que em eco, o que acabaram de ouvir (ecolalia).
  • Problemas na comunicação não-verbal: mantêm-se muito próximas ou muito afastadas dos interlocutores e olham para os lábios em vez de para os olhos durante a comunicação. Fazem um uso muito pobre da mímica facial ou dos gestos.

 Domínio do comportamento

  • Tendem a entregar-se a jogos e rotinas repetitivas, de forma isolada, como por exemplo fazer girar objectos. Têm com frequência, em particular em situações de angústia e excitação, movimentos repetitivos das mãos, dedos, etc. (por exemplo abanar as mãos como a imitar um passarinho).
  • Grande rigidez do pensamento e comportamento, por vezes com crises de auto e heteroagressividade face às mudanças das rotinas ou do meio que as rodeia ou quando são contrariadas.
  • Ligações bizarras a certos objectos ou partes destes.
  • Por vezes são extremamente sensíveis a cheiros, sabores e sensações tácteis.
  • A hiperactividade é um problema comum.
  • Em certos casos existem talentos especiais, por exemplo para o cálculo, a música ou o desenho.

 

 

 

 

 

 

publicado por neeeducacaoespecial às 18:26
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Sara Pimentel, TIC IV, Maio de 2014, Intervenção Educativa